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EFEITOS DE UM PROGRAMA DE TREINAMENTO FÍSICO SUPERVISIONADO EM INDIVÍDUOS PÓS-ACOMETIMENTO DA COVID-19
2022/1 até 2027/2
ESCOLA DE CIÊNCIAS SOCIAIS E DA SAÚDE
GRUPO DE PESQUISA EM ENVELHECIMENTO ATIVO E CUIDADO INTEGRAL ÀS ENFERMIDADES CARDIOVASCULARES E PULMONARES
Teorias, Métodos e Processos de Cuidar em Saúde
KRISLAINY DE SOUSA CORREA
Comparar a capacidade funcional, força muscular respiratória, dispneia em atividades de vida diária, fragilidade, nível de ansiedade/estresse/depressão e qualidade de vida antes e após o treinamento físico supervisionado em pacientes acometidos pela COVID-19.
Objetivos específicos
Identificar o perfil clínico e socioeconômico dos pacientes submetidos ao treinamento físico pós-COVID-19;
Avaliar a capacidade funcional, força muscular respiratória, dispneia em atividades de vida diária, fragilidade, nível de ansiedade/estresse/depressão e qualidade de vida em pacientes encaminhados ao serviço de fisioterapia do Hospital das Clínicas de Goiânia/UFG/EBSERH diagnosticados pela COVID-19;
Analisar se há correlação entre capacidade funcional e força muscular respiratória;
Verificar a evolução funcional, qualidade de vida e saúde mental na alta, três e seis meses após o programa de treinamento físico supervisionado.
A abordagem multiprofissional, incluindo a abordagem fisioterapêutica em pacientes acometidos pela COVID-19, deve se iniciar ainda na fase de isolamento social por meio do atendimento fisioterapêutico presencial ou de orientações remotas, continua nas unidades de pronto atendimento, nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e enfermarias. Após a alta hospitalar, aqueles que apresentarem limitação de funcionalidade, devem iniciar a reabilitação ambulatorial, e quando cessada, podem contar com seguimento por meio de avaliações periódicas. Há evidências de que o atendimento precoce da fisioterapia nesse perfil de pacientes auxilia a retomada das atividades diárias o mais breve possível, com melhora da qualidade de vida em relação ao momento ativo da doença (BARKER DAVIES et al., 2020).
A abordagem fisioterapêutica após a alta hospitalar se faz necessária, pois, semelhante aos acometidos pelo antigo SARS-Cov em 2003 (CHAN et al., 2003), os indivíduos com COVID-19 podem apresentar alteração da oxigenação, comprometimento dos pulmões e comprometimento neuromuscular. Assim, por ser uma doença com comprometimento funcional importante, certamente seu tratamento requer um acompanhamento sistemático. Dessa forma, especialistas da American Toracic Society e European Respiratory Society recomendam fortemente o uso do treinamento físico supervisionado para os sobreviventes da COVID-19 (SPRUIT et al., 2020).
É importante que esses pacientes sejam acompanhados por um profissional fisioterapeuta e segundo Barker Davies et al. (2020) o treinamento físico supervisionado deve se iniciar ainda nos primeiros 30 dias após a fase aguda. Com o fim do programa supervisionado, composto primariamente pelo treinamento físico e respiratório, é viável o acompanhamento desse paciente por meio de avaliações periódicas, com o intuito de manter os ganhos funcionais obtidos durante os atendimentos presenciais.
Em função do estado pandêmico e a grande demanda de fisioterapeutas em ambientes de cuidados intensivos, um fator limitante ao treinamento físico após a COVID-19 é o baixo número de centros especializados no atendimento fisioterapêutico após uma doença grave (CORHAY et al., 2014; SPRUIT et al., 2020). Devido à escassez de evidências científicas específicas para a avaliação do paciente acometido pela COVID-19, recomenda-se que diretrizes de reabilitação pulmonar e cardíaca sejam utilizadas como documentos norteadores, além de considerar as particularidades dos pacientes (CACAU et al., 2020).
Sendo assim, faz-se necessário avaliar sistematicamente o paciente após a alta hospitalar e investigar os efeitos de um programa de treinamento físico supervisionado sobre a capacidade funcional, grau de dispneia durante as atividades de vida diária, fragilidade, qualidade de vida e saúde mental do paciente após a doença. As avaliações periódicas após esse programa de treinamento físico supervisionado é uma ótima opção para o direcionamento da continuidade dos cuidados após a alta ambulatorial, enfatizando as mudanças de hábitos sedentários para hábitos de vida saudáveis e a promoção de uma maior conscientização do indivíduo quanto ao automanejo das sequelas da doença.
Nome | Função no projeto | Função no Grupo | Tipo de Vínculo | Titulação Nível de Curso |
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KRISLAINY DE SOUSA CORREA
Email: krislainycorrea@hotmail.com |
Coordenador | Líder Adjunto | [professor] | [doutor] |
PRISCILA VALVERDE DE OLIVEIRA VITORINO
Email: pvalverde@pucgoias.edu.br |
Pesquisador | Líder | [professor] | [doutor] |