Detalhes do Projeto de Pesquisa

CONHECIMENTO SOBRE A DOENÇA, NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DIÁRIA E QUALIDADE DE VIDA EM PORTADORES DE DPOC EXPOSTOS E NÃO EXPOSTOS AO TREINAMENTO FÍSICO SUPERVISIONADO

Dados do Projeto

367

CONHECIMENTO SOBRE A DOENÇA, NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DIÁRIA E QUALIDADE DE VIDA EM PORTADORES DE DPOC EXPOSTOS E NÃO EXPOSTOS AO TREINAMENTO FÍSICO SUPERVISIONADO

2017/1 até 2022/2

ESCOLA DE CIÊNCIAS SOCIAIS E DA SAÚDE

GRUPO DE PESQUISA EM ENVELHECIMENTO ATIVO E CUIDADO INTEGRAL ÀS ENFERMIDADES CARDIOVASCULARES E PULMONARES

Promoção da saúde

KRISLAINY DE SOUSA CORREA

Resumo do Projeto

Será realizado um estudo transversal analítico, com portadores de DPOC que fazem acompanhamento em uma clínica de Pneumologia de Goiânia, Goiás. Os dados serão coletados em prontuários, pela aplicação de questionários e uso de pedômetro (contador de passos) durante três dias consecutivos. Os participantes serão divididos em três grupos: G1 (indivíduos em Treinamento Físico Supervisionado-TFS); G2 (ex-participantes de TFS); G3 (que nunca participaram de TFS). Serão considerados critérios de inclusão: diagnóstico de DPOC, baseado em critérios espirométricos internacionalmente aceitos, classificação GOLD 2 e 3; ambos os sexos; ausência de exacerbações por no mínimo 1 mês antes do estudo; idade superior a 40 anos. Serão excluídos os indivíduos: usuários de oxigenoterapia domiciliar; usuários de equipamentos de auxílio de marcha; portadores de doença cardiovascular descompensada; com história de Infarto Agudo do Miocárdio nos últimos três meses; com diagnóstico de câncer; com Insuficiência Cardíaca, NYHA graus III e IV; portadores de doenças neurológicas, neuromusculares ou ortopédicas que impeçam deambulação sem auxílio; usuários de marcapasso cardíaco; com idade superior a 80 anos; que não assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE); para os ex-participantes de TFS, o treinamento deve ter sido realizado há no máximo cinco anos e interrompido há pelo menos três meses antes do início do protocolo. Os critérios de retirada do estudo serão: incapacidade de executar as avaliações do estudo; exacerbação da doença durante a coleta de dados; depressão grave, avaliado pela Escala de Depressão de Beck (escore ¿ 36). A amostra compreenderá de 112 indivíduos, 37 para cada grupo. Após assinatura do TCLE serão coletados, dados demográficos, clínicos e sociais e aplicados o Iventário de Depressão de Beck (CUNHA, 2001), o Questionário Bristol de Conhecimento sobre DPOC, escala Medical Research Council ¿ MRC, questionário Perfil de Atividade Humana questionário Airways Questionnaire 20¿AQ20. Posteriormente, serão instruídos a fixarem em suas roupas ou cintos, no dia seguinte, pedômetros, que ficarão por 72 horas monitorando o NAFD do indivíduo. Para análise dos dados, será aplicado o teste de normalidade Kolmogorov-Smirnov nas variáveis numéricas e, conforme a distribuição dos dados, será aplicado teste paramétrico ou não paramétrico correspondente. Medidas de dispersão serão aplicadas para todas as variáveis. O Coeficiente de Correlação de Pearson ou Spearman será utilizado para avaliar as possíveis associações entre as variáveis conhecimento sobre DPOC, NAFD, número de passos e QV. Para comparar as variáveis conhecimento sobre DPOC, NAFD, número de passos e QV entre os três grupos (G1, G2 e G3), será utilizado o teste ANOVA. O nível de significância adotado será de 5% (p 0,05).

Objetivos

Objetivo geral

  • Verificar se o treinamento físico supervisionado está associado ao conhecimento sobre a doença, ao nível de atividade física diária e à qualidade de vida em portadores de DPOC.

Objetivos específicos

  • Avaliar o conhecimento sobre a doença, o nível de dispneia, o nível de depressão, o nível de atividade física diária e a qualidade de vida entre portadores de DPOC;
  • Comparar o conhecimento sobre a doença, o nível de dispneia, o nível de atividade física diária e a qualidade de vida em pacientes que participam de programa de treinamento físico supervisionado, ex-participantes de treinamento físico supervisionado e que nunca participaram de programas de treinamento físico supervisionado;
  • Verificar associação entre dois métodos de avaliação do nível de atividade física diária (questionário e pedômetro) em portadores de DPOC.

Justificativa

A reabilitação em pacientes com DPOC é insipiente e/ou tem poucos recursos na maioria dos países. Uma má compreensão sobre a utilidade do programa, além do elevado custo, tem dificultado a sua generalização de forma abrangente (CORHAY et al., 2014). O Brasil não foge a essa realidade, e nos programas existentes, pouca ênfase é dada ao preparo do paciente para lidar com a doença. O treinamento físico supervisionado, por ser geralmente realizado em grupos, duas ou três vezes na semana, propicia um ambiente favorável para a discussão sobre a doença, socialização, quebra de mitos e aquisição de novos conhecimentos. O profissional fisioterapeuta que conduz o treinamento físico tem contato muito próximo ao paciente, o que favorece o conhecimento da realidade do mesmo, podendo atuar de forma incisiva na educação e mudança nos hábitos de vida destes pacientes. 

Sendo assim, faz-se necessário avaliar se o treinamento físico está associado ao conhecimento sobre a doença, ao nível de atividade física diária e à qualidade de vida em portadores de DPOC, para que novas estratégias sejam traçadas com o intuito de aprimorar o tratamento, reduzir os custos e promover melhores condições de vida para estes pacientes. Pode-se, por meio dos resultados desse estudo, evidenciar a importância de se buscar uma assistência voltada para a realidade e para as necessidades individuais dos pacientes, por meio de um processo educacional contínuo, a fim de aumentar a participação dos mesmos nos cuidados com sua saúde e no auto manejo da doença.

Equipe do Projeto

Nome Função no projeto Função no Grupo Tipo de Vínculo Titulação
Nível de Curso
KRISLAINY DE SOUSA CORREA
Email: krislainycorrea@hotmail.com
Coordenador Líder Adjunto [professor] [doutor]